Diário da República

Entradas do Novembro 2007

Fontes alternativas de energia

Novembro 28, 2007 · 1 Comentário

Em Paris no Século XX, Jules Verne desenha uma sociedade extremamente eletrificada em que energia era extraída de qualquer coisa que se movesse. Em algum lugar do livro Verne narra um mecanismo que gerava eletricidade a partir do movimento realizado por trombones sendo tocados. Musicalmente eficiente.

A Low Budget Republic enfrenta graves problemas energéticos, com 100% de sua energia sendo importada (um acordo com uma empresa brasileira de energia elétrica, a Eletropaulo, nos provê cerca de 250kWh mensais). Como estadista, o problema energético de minha nação nunca deixa minha mente. E, por mero acaso, assistindo a um episódio de Doctor Who, acabei me inspirando.

Weeping AngelO episódio mostra uns monstrinhos que não se alimentam de você, mas da energia potencial que você viveria do presente ao futuro (só que eles te lançam no passado) . São os Weeping Angels. Criaturinhas geniais. Eles possuem um mecanismo natural de defesa quântico (meio que como o gato de Schrödinger): quando observados, eles viram pedra e não podem ser mortos.

A coisa da energia funciona assim:

time chart

Digamos que a vítima seja você. A figura 1 corresponde a você, no presente, lendo o Diário da República. De repente aparece um weeping angel atrás de você e bang!*, te manda pro passado (situação A).

Resumindo bastante o princípio da coisa, funciona mais ou menos como eletricidade. O monstrinho se alimenta da diferença de potencial entre você no presente (figura 1) e você no futuro (figura 3). Não sei exatamente que diabo de energia é essa que você emana do presente até o futuro, mas é disso que o weeping angel se alimenta. A setinha indicando o sentido do tempo ajuda a imaginar uma corrente linear de eventos na sua vida que geram diferença de potencial entre seu passado e seu futuro. Aparentemente é algo que você usa, por isso o weeping angel te manda pra algum lugar do passado onde você nem tenha nascido ainda (figura 2). Quando você sai de cena, ele pode então aproveitar a energia gerada pela situação B (que é a mencionada diferença de potencial entre seu passado e seu futuro). É meio difícil de entender, mas quando você conseguir, vai fazer uau também.

Infelizmente a Low Budget Republic ainda não tem acesso à tecnologia de viagem no tempo ou mesmo domina o uso da energia potencial temporal. Porém, os weeping angels serviram de inspiração para que os cientistas da LBRU pesquisassem novos modos de obter energia. O resultado foi bastante exótico, mas ainda assim eficiente:

Gerando energia com pessoas bipolares

Bipolar Eric

Pessoas bipolares apresentam altas variações de humor. Em um momento X estão felizes (figura 1), e num momento X’ estão tristinhas (figura 2). A situação A explicita a geração de energia a partir da diferença de potencial do humor da pessoa bipolar.

Ora, a simples inserção de placas de cobre ligadas à cabos elétricos na hipófise da pessoa bipolar seria capaz de converter a energia potencial do humor em energia elétrica (através da conversão da energia potencial do humor em energia química na principal glândula do organismo). Simples, eficiente, genial.

LBRU, rumo ao Nobel 2008.

*como não há uma onomatopéia para viagem no tempo, eu uso bang! mesmo, porque bang! é sempre legal.

Categorias: LBRU

Low Budget Wine

Novembro 21, 2007 · 1 Comentário

Cabernet-SyrahO que eu gosto no J.P. Chenet Cabernet-Syrah

É leve, e tem a garrafa mais legal do mundo. Sem blablablá enólogo, é um vinho razoável e pronto.

O que eu não gosto no J.P. Chenet Cabernet-Syrah

Como pode uma garrafa de £3.50 custar R$30,00!?

Hora de uma breve conversa com os economistas da LBRU. Precisamos criar o Índice Syrah para medir a disparidade do poder de compra de vinho.

Mas sério, a garrafa é muito bacana mesmo. Aparentemente o J.P. Chenet é o vinho francês mais consumido no mundo. A cada dois segundos uma garrafa é vendida mundo afora. Mercosul o caramba, deveria custar o mesmo que um genérico argentino ou chileno; só porque tem sotaque francês não deveria ser mais taxado que um vinho sul americano. Ah, as mordidinhas de amor da receita federal.

Categorias: Comércio Exterior

O Índice Big Mac

Novembro 20, 2007 · 3 Comentários

Um Big Mac.Quanto custa um Big Mac? Sério, eu não sei. Eu não como no McDonalds há anos (nada contra capitalismo imperialista, pelo contrário, mas comida de franquia costuma ser uma droga. Especialmente no McDonalds).

Anyway, google diz que o Big Mac aqui custa 6,90. Nos EUA, 3,41 dólares (preços de julho de 2007). E daí? Bom, vamos usar o Big Mac pra calcular o poder de paridade de compra. 3,41/6,90, hm, dá 0,49. Isso significa que 1 real deveria comprar 49 centavos de dólar.

Vamos inverter a conta pra ficar mais fácil: lalala 6,90 reais divididos por 3,41 dólares, uhum, 2,02. Agora sim, isso significa que 1 dólar custa 2,02 reais. Mas espera, última vez que chequei o dólar fechou o dia a 1,76 reais.

Hm, 2,02-1,76 dá, vejamos, 26 centavos de diferença. O que isso quer dizer? Que o dólar custa 26 centavos a menos do que deveria. Tá, não dá pra levar um Big Mac a sério (não tem tomate! Ou tem? No jingle não tem). Mas hey, dólar tá barato mesmo. E é uma tendência global, não é só em relação ao real.

O Brasil tem uma política cambial flutuante. Isso significa que o dólar custa o quanto o mercado acha que deve custar. Nosso Banco Central não força o câmbio pra cima ou pra baixo para contribuir, digamos, com políticas exportadoras. Não é exatamente capitalismo selvagem, mas demonstra uma certa maturidade, e também estabilidade perante o cenário mundial. Ah, deixa pra lá.

Anyway, o que você tá tentando dizer, David? Que a decadência do Império Americano chegou e a LBR vai se levantar por sobre as nações e tomar as rédias do mundo, graças à paridade do Big Mac? Hm, não. Só queria dizer que, por não permitir a entrada ou a manufatura de Big Macs em seu território, a LBR está imune às flutuações cambiais do dólar. E por conta disso se apresenta como uma economia bastante estável e competitiva, pronta pra receber investimentos externos.

Ah tá.

Categorias: Comércio Exterior · LBRU

Eu, você e o Bruce Lee no banco de trás

Novembro 20, 2007 · 1 Comentário

- Pego a Sumaré?
- É, vira aqui e segue a Tito, vai cair na Sumaré.
- Tá apertado aí atrás, Bruce?
- Tá suave.
- O quê?
- Uóóóó!
- Beleza.
- Se quiser eu puxo o banco pra frente, Bruce.
- Nááááááá!
- Tá bom… E a República, David, como tá?
- Ah, a República vai bem, obrigado.
- E a política externa?
- Na mesma.
- É?
- Bom, agora temos uns parceiros comerciais na Melanésia.
- Ah, a Melanésia. Coco?
- Nah, fibra de coco.
- Uiáááááá!?
- Que foi, Bruce?
- Uóóó… iá.
- Nah, nenhuma aliança estratégica com nenhuma nação feminina, Bruce.
- Ele perguntou se você tá namorando?
- É. Até que faz sentido, política externa e tal.
- Poxa, não tinha pensando nisso. Boa, Bruce. Ah, Bruce?
- Uuuu?
- Você vai precisar vestir uma camisa, amigão. Eles não vão te deixar entrar lá assim.
- Oáááááá!
- Bruce, não! Pára, Bruce! Bruce! Eu to dirigindo, Bruce!
- Calma Bruce, você pode matar alguém com esses mamilos expostos. Sabe que já aconteceu.
- Uooá.
- Uh, já comeu aqui? Eles fazem uma picanha na chapa, cara, uma delícia.
- Nah, nunca comi.
- Tudo bem, nem é tão bom assim.
- Hm.
- É. Viu que o pudim com br saiu do ar?
- Mentira.
- Sério!
- Pudim com br só vai sair do ar quando a internet deixar de existir.
- Não, verdade, o domínio expirou.
- Mentira.
- Tá, é mentira.
- Uáááá.
- Por que mentir sobre o pudim? O Bruce não achou graça.
- Só to tentando puxar assunto. Viro aqui?
- Isso, direita.
- Como é que fala o nome dela? Delpí, Delfi?
- Quem?
- Julie Delpy. Aquela francesa, Before Sunrise, Before Sunset.
- Ela tem muita sorte de conseguir ser lembrada por Before Sunrise ao invés de Lobisomem Americano em Paris.
- Né? Mas Lobisomem Americano em Paris até que é legal. Sabe que consegui ouvir aquela Waltz For a Night dela inteira, outro dia?
- Não sei.
- Tá, foi uma pergunta retórica.
- Não, o nome dela. Não sei, eu falo Delpí mesmo. Delfi nem faz sentido.
- É, teria um f.
- Mas sério que conseguiu ouvir inteira? Quem tocava mesmo?
- Até agora já foram duas ex.
- Elas tomam fluoxetina também, né?
- Então, a última que tocou não tomava. Foi a única de todo o conjunto universo.
- Óóóóó.
- É Bruce, eu sou um cliché que atrai clichés.
- Hey, que bom que superou waltz for a night. Pela segunda vez.
- Obrigado.
- E eu acho muito bonitinho você falar cliché com acento agudo e não circunflexo.
- Dá pra notar na entonação da voz?
- É claro que dá.
- Escuta, por que eu to dirigindo e falando comigo mesmo no banco do passageiro?
- Não sei. Pra onde a gente tá indo mesmo?
- E o que o Bruce Lee tá fazendo no banco de trás?
- Você tá sonhando, David. Er, iáááá.
- Isso tá muito esquisito.
- Tá mesmo. Encosta aqui, eu vou descer e vou pra casa.
- Espera, eu te levo.
- Pára. Agora.
- Tá bom.
- Bruce, você vem comigo?
- Fica, Bruce, eu te dou uma carona.
- Uá.
- Whatever.

- Bruce, isso foi muito esquisito. Desculpe.
- Tudo bem. Vira aqui que você acorda.
- Direita?
- É.
- Só uma coisa, Bruce. Por que os gritinhos?
- São duas colheres de pó de café e três de açúcar.

That was weird.

Categorias: Turismo mental

Todos atentos olhando pra TV

Novembro 16, 2007 · 1 Comentário

Chavez foi longe demais. Durante o discurso do presidente espanhol José Luis Rodríguez Zapatero en la Cumbre Iberoamericana, o ator venezuelano Hugo Chavez contestou publicamente a soberania da Low Budget Republic na América do Sul. Foi um gesto extremamente deselagante e anti-diplomático.

Chavez, internacionalmente famoso por encher o saco, estava lá doing his thing quando Zapatero fez um elogio à postura adotada pela LBR em relação à invasão da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Neste momento Chaves começou a metralhar bravatas sobre a LBR ter sequestrado e torturado estudantes venezuelanos que estavam acampando na universidade.

“Quem David pensa que é, achando que pode ficar no caminho da revolução estudantil bolivariana? A LBR nem é um país de verdade!”

Neste momento, meu grande amigo pessoal el rey Juan Carlos (que sabe que a LBR não tem cômodos suficientes pra deter e torturar venezuelanos, além de saber também que as leis sanitárias do país impedem a entrada de estudantes revolucionários em seu território) perdeu a paciência. “¿Por qué no te callas?” disparou o rei, fatalmente.

A LBR luta por reconhecimento internacional (e a chance de participar das Cumbres Iberoamericanas e seus coquetéis). O reconhecimento de nossa soberania por parte da Espanha é valiosíssimo. Também o Vaticano e a República de Vanuatu nos reconhecem, e muitas nações da Melanésia estão dispostas a nos aceitar como parceiro comercial estratégico na América do Sul. As bravatas lançadas pelo chato venezuelano Hugo Chavez não deterão o crescimento de nossa bela nação; tampouco abalarão nossas relações com todos os cidadãos venezuelanos que não invadem reitorias e são contra o regime chavista.

A LBR também agradece o apoio do Império Dalek que chamou Hugo Chavez de “forma de vida inferior”.

DR

Categorias: Comunicados Oficiais

Conflitos diplomáticos do século XXI

Novembro 8, 2007 · 3 Comentários

Tudo começou com a invasão da reitoria da universidade de Bagdá por estudantes norte-americanos no começo do século. Atualmente, qualquer discussão orçamentária vira pretexto para este que promete ser o tipo de guerra dominante do século XXI.

Numa iniciativa diplomática entre a LBR e o Vaticano, o Chanceler David (eu!) foi enviado à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em um programa de intercâmbio para aproximar as duas nações. O Governo da LBR lamenta a atual ocupação da reitoria da universidade, e colocou em estado de alerta as forças armadas do país caso a situação fuja ao controle das autoridades competentes e nosso Chanceler precise ser resgatado para garantir sua integridade física e moral.

O Diário da República recomenda aos internautas que procurem se informar sobre o ocorrido através de fontes alternativas como o blog da Ocupação e esclarecedor blog da Opucação.

DR

Categorias: Comunicados Oficiais

Capitalismo selvagem já!

Novembro 1, 2007 · 1 Comentário

Relógios são chatos. E assaltáveis. Por conta destes dois encantadores motivos eu não uso relógios de pulso por aí. Eu coleciono relógios de bolso, muito bonito e tal, mas não ando com eles por aí. Enfim, eu mudei de idéia quanto a andar com relógios de pulso depois de ver este dispositivo comunicador inter-galáctico aí. Não só, Tokyo Flash tem outros relógios ainda mais batutas.

Alô, Alfa-Centauro?

Eu já tava digitando o número do cartão de crédito pra levar essa belezinha (frete grátis all the way from Japan!) quando lembrei da mordidinha de amor da receita federal: 60% do valor do produto + ICMS.Tsc, o melhor do Brasil é o meu dinheiro.

Categorias: Comércio Exterior