Diário da República

Política quântica

Outubro 4, 2008 · 2 Comentários

Com o clima de eleição na cidade vizinha de São Paulo, muito se tem indagado a respeito da democracia na Low Budget Republic. Afinal, tudo que se sabe a respeito é que há cerca de dois anos, o Chanceler David foi eleito por ex-habitantes da República para reviver a República Ideal de David o Indie (veja Visite a Low Budget Republic! Parte 2). Entretanto, atualmente, restam muitas dúvidas: A Low Budget Republic é uma República democrática? (não, nem todas as repúblicas são democracias) Se sim, como é seu sistema eleitoral? O quão próxima a República está de uma poliarquia? O quão institucionalizado é o governo lowbudgetano? Como é feita a distribuição de poderes?

Ora, a resposta a todas essas perguntas é bastante simples, e ainda assim mindblowingly revolucionária. A Low Budget Republic é a primeira nação do mundo, quiçá do universo, a praticar a POLÍTICA QUÂNTICA.

Primeiramente, deve ser dito que a política quântica praticada pela LBR não deve ser confundida com as idéias bizarras de política quântica propagadas pela internet. Nosso sistema político foi desenhado num esforço interdisciplinar colossal de todos os cientistas da LBRU. A idéia original na verdade era acabar com o caráter de baixo orçamento da República, mas este objetivo se provou intangível, ao menos com a tecnologia atual. Ainda assim o nascimento da política quântica real foi mais do que recompensador.

Vamos então à descrição do governo quântico lowbudgetano:

A Low Budget Republic é uma república democrática, unicameral, consensualista e semi-presidencialista, com uma constituição escrita orgânica. O primeiro ministro comanda o Senado, que aprova ou não as medidas adotadas pelo Gabinete do Chanceler. O poder legislativo analisa a constitucionalidade das ações do Senado e do Gabinete, com poder de veto. O Chanceler também é responsável pela política externa do país, função também a qual todo o seu gabinete é dedicado, dado o caráter territorial do país (encravado no coração do Brasil). Há ainda secretarias para melhor distribuir a administração interna. As forças armadas da LBR respondem apenas ao Senado, e não ao gabinete do Chanceler.

Até aí, nada de tão revolucionário; porém, o caráter mais impressionante de nosso governo é que todos os cargos e funções são exercidos por um único indivíduo: David. O político conta com uma função de onda única no universo, que o permite executar todas as funções ao mesmo tempo. E mais: além de ocupar todos os cargos governamentais, David também representa TODA a população da LBR. 100% de representação, 100% de accountability*. A Low Budget Republic é, em essência, a poliarquia ideal.

E quanto às eleições na Low Budget Republic?

Ora, trata-se do único caso de eleições quânticas no mundo. Na Low Budget Republic, o eleitor não escolhe um candidato, mas antes, vota em uma nuvem de probabilidade onde todos os candidatos estão ou não eleitos. Todos os candidatos também estão inseridos em outra nuvem de probabilidade que engloba todos os partidos políticos. Considerando a função de onda da população-governo, o conceito de eleger ou não um ou todos os candidatos de todos ou nenhum partido que vão ou não governar é bastante plausível.

Impressionante.

Certamente. Recomendamos agora ao leitor que saia da frente do computador, vá dar uma volta e refletir a respeito desta que é a maneira mais revolucionária e genial de gerir uma nação.

Mais detalhes sobre o dia a dia do governo quântico lowbudgetano a qualquer instante, no Diário da República.

*considerando que David seja sincero consigo mesmo.

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