Diário da República

Entradas categorizadas em ‘Relações Exteriores’

Notícias da fronteira

Setembro 11, 2008 · Deixe um comentário

“Terminamos a era dos economistas governarem o país e voltaram os engenheiros a governar o país”.

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil

Logo ao saber da declaração do presidente vizinho, o Chanceler David expressou, em seu discurso de inauguração das obras de construção de uma usina eólica na varanda, sua alegria por “ver que uma grande nação como o Brasil, a qual nós devemos tanto, sempre coloca as melhores mentes no comando de suas funções vitais”. Ainda durante a solenidade, o Chanceler fez ao presidente Lula uma oferta informal de envio de biblioteconomistas da LBRU para auxiliar o governo brasileiro na gestão de seus postos de saúde.

Mais notícias internacionais a qualquer momento, no Diário da República.

DR

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A LBR e a Rodada Doha

Agosto 21, 2008 · 1 Comentário

Acompanhe a verdadeira história do fracasso das negociações

Na primeira semana de julho de 2008, o Chanceler David se aproximou de representantes da Índia e da China com uma proposta ambiciosa: vender o Brasil. O argumento era simples: Com nossas tropas e armas de destruição em massa (ambientalmente corretas) posicionadas no coração do país, o Brasil não teria a menor chance de resistir à conquista. Executada a manobra conquistadora, os espólios seriam encaminhados ao autor do maior lance. Mais do que convencidos da potência bélica de nossa nação de baixo orçamento, indianos e chineses puseram-se a discutir os valores envolvidos.

Eventualmente, a Índia lançou o maior lance. China então se excusou das negociações por conta de seus planos de expansão da economia socialista de mercado através do continente africano. O Chanceler oferceu um desconto pelo Paraguai, e os orientais prometeram pensar bem na proposta.

Considerando os gastos necessários para gerir o Brasil, e também os obstáculos ao pleno-lucro na américa do sul, indianos recorreram à rodada Doha para tentar garantir seu investimento. Infelizmente, devido ao vazamento de informações sobre o acordo de venda da LBR no Twitter, as negociações foram duramente prejudicadas, e a Índia não conseguiu lastro suficiente para sua oferta de compra. Há boatos também de que o Brasil ensaia agora uma aliança sul-americana para deter qualquer avanço expansionista da LBR – o que se sabe, é claro, ser um vão esforço.

Embora a venda não tenha sido concretizada, a Low Budget Republic mantém seu arsenal pronto 24/7 para a conquista do território brasileiro (e também para a eliminação de porções étnicas da preferência do comprador). Para maiores informações a respeito de aquisições territoriais e auxílio bélico, contatar o Ministério da Guerra da Low Budget Republic através do email comercial@mdg.gov.lb

Os lances pelo Brasil começam em 10 caixas de Westvleteren 12.

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O dia da Consciência Pesada

Agosto 2, 2008 · 2 Comentários

Pensando sempre no bem estar de seus cidadãos, o governo da Low Budget Republic passa a adotar a partir deste ano o feriado da Consciência Pesada, na segunda sexta-feira de agosto. Em comunicado oficial enviado ao Diário da República, o Chanceler David diz:

O feriado da consciência pesada foi decretado para prover um breve descanso aos cidadãos da República no mês de agosto. Como seguimos o calendário da cidade vizinha (São Paulo) por motivos comerciais, acabamos nos sobrecarregando de trabalho durante o oitavo mês do ano, enquanto que durante meses como novembro temos feriados demais, atrapalhando a rotina do país. Mesmo ignorando feriados religiosos do país vizinho, somos prejudicados pela interrupção das operações da Bolsa de Valores de São Paulo e da Bolsa de Mercados e Valores Futuros, onde nossos ativos são negociados.

Esperamos trocar o dia da Consciência Pesada pelo dia da Consciência Negra; em agosto, corretores de São Paulo realizam viagens de negócio à LBR, passando aqui um agradável feriado. Em troca, os ativos da República são negociados normalmente em novembro, durante o dia da Consciência Negra.

Indagado a respeito da invasão da República por corretores paulistanos durante o feriado, o Chanceler disse, em tom informal: “Ora, ninguém precisa efetivamente vir até a LBR, precisa? É só carimbar o passaporte dos corretores e indicar um bar* onde podem tomar uma cerveja em paz, extendendo o happy hour de sexta feira.”

Oficialmente, o feriado da Consciência Pesada serve ao propósito de lembrar a todos os cidadãos da Low Budget Republic das atrocidades cometidas por seu país e por suas próprias personalidades ao longo da história, provendo a todos alguns momentos de vergonha e arrependimento. Em seguida, é tradicional que os habitantes do país se redimam de suas culpas entornando alguns litros de cervejas belgas cerimoniais.

*A Equipe do Diário da República recomenda o Bar Bezerra, localizado na Vila Romana, em São Paulo. Tradicionalmente, comemora-se o Dia da Consciência Pesada com algumas garrafas de Westmalle Dubbel.

DR

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Armas de destruição em massa ambientalmente corretas

Junho 4, 2008 · 2 Comentários

As forças armadas da Low Budget Republic se preocupam bastante com o meio ambiente e a preservação dos recursos naturais do país. Por isso, nossas tecnologias bélicas mais avançadas tem emissão zero de carbono. Ademais, considerando que a pegada de carbono dos inimigos da República é enorme, destruí-los em escala massiva é tão somente um ato positivo para a ecosfera terrestre. Veja a seguir os fatores que nos levaram a ser o primeiro exército do mundo a conseguir um certificado ISO 14000:

Foguetes movidos a combustível líquido

Nossos mísseis fazem uso apenas da combustão entre hidrogênio e oxigênio líquidos, que emitem nada além de água e toneladas de empuxo. Esta é sem dúvida a maneira mais limpa de levar morte e destruição ao inimigo.

Bombas de neutrons

As ogivas de nossos foguetes carregam bombas táticas de neutrons, cuja meia vida radioativa é bastante curta. Isso minimiza os danos à vida orgânica do local atingido, protegendo os ecossistemas a serem conquistados.

Raio da morte solar

Ainda em fase experimental, nosso raio da morte usa apenas luz solar concentrada para destuir alvos estratégicos. A maior vantagem do raio da morte é sua precisão, visto que a luz viaja longas distâncias sem alteração em sua rota, virtualmente descartando qualquer cálculo balístico para efetuar os ataques. A tecnologia aim and shoot dos raios mortais porém é eclipsada pela dificuldade técnica em operar o raio mortal em dias nublados. Felizmente, em dias limpos, é o modo mais elegante e limpo de derreter nações inimigas.

Oscilador de Tesla

Outra maneira de destruir nossos inimigos sem causar danos ao planeta é usar o próprio planeta para destruir nossos inimigos. Por isso contamos também com um oscilador de Tesla, que amplia a frequência vibratória da própria crostra terrestre causando terremotos no território inimigo, com zero emissão de carbono.

Conversão de munição convencional em créditos de carbono

Os gases resultantes da explosão que propele munição convencional (balas) são extremamente tóxicos, tanto à saúde humana de quem as dispara quanto à atmosfera. As forças armadas da LBR conseguiram converter cada bala não disparada por suas armas em créditos de carbono, calculando o volume de munição em relação ao volume de gases estufa gerados. Com o dinheiro arrecadado, pudemos desenvolver nosso raio da morte solar e o oscilador de Tesla (e cobrir os gastos da festa de lançamento da campanha pelas 101 metáforas com modelos tchecas nuas ninfomaníacas, que contou com algumas modelos do leste europeu e poucas roupas).

A Low Budget Republic se orgulha do pioneirismo de suas forças armadas, e espera contar como exemplo num futuro em que os conflitos armados não aqueçam o planeta.

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Os socialistas modernos e Fidel Castro

Fevereiro 27, 2008 · Deixe um comentário

Socialismo revolucionário no século XXI é, basicamente, uma questão de saber utilizar pontos de exclamação. Graças a toda a evolução linguística através dos séculos, capaz de alcançar mesmo as frentes revolucionárias avessas ao conhecimento burguês, há toda uma convenção sobre como o discurso exclamativo revolucionário une os modernos socialistas.

“Greve já!” é uma forma que tal grupo desenvolveu como saudação. Tem toda uma verve histórica, e seu falante traz consigo o sabor de todos os movimentos operários de que nunca participou, na luta por justiça e igualdade. Vocábulos como “ocupação” e “geral” correm com freqüência pelos lábios destes indivíduos que absorvem o livre espírito da revolução, e suas canetas transbordam frases de efeito em banheiros universitários.

Há, é claro, exageros, como também aqueles que simplesmente não absorveram bem o conceito da coisa. É interessante notar a proliferação de mensagens revolucionárias com o uso de pontos de exclamação duplos que denotam total falta de traquejo com o dialeto revolucionário. Os casos mais lamentáveis se traduzem na clássica frase “GREVE GERAL JÁ!!!!. A caixa alta, o uso hediondo do vocábulo chave “geral” e não dois, mas quatro pontos de exclamação tornam a frase um lamento daqueles que tentam, mas jamais conseguem exalar os vapores da verdadeira luta. Estes munem-se de frases terríveis e aspirações socialistas megalomaníacas.

É o caso dos habitantes da República Socialista da Lapa de Baixo. Em recente comunicado à imprensa internacional (até o Diário da República recebeu o release!), os revolucionários do país exigiram a derrubada do próprio governo socialista e a instauração (sic) IMEDIATA!!!!! de Fidel Castro como seu novo líder.

O governo nacional entretanto limitou-se a declarar luto oficial em toda a nação, e os principais membros do Partido Comunista da Lapa de Baixo não param de chorar há já alguns dias. De nada adiantaram os avisos da comunidade internacional sobre a renúncia voluntária de Fidel Castro e o fato de que ele ainda vive; a República Socialista da Lapa de Baixo exige que os socialistas do mundo unam-se “imediatamente!!!!!” para salvar Cuba.

Indagado a respeito, o chanceler David disse que a renúncia de Fidel é irrelevante para a LBR, exceto talvez pelo fato de que isso incomoda Hugo Chavez, eterno inimigo da República. Quanto às manifestações exclamativas da República Socialista da Lapa de Baixo, o chanceler declarou que “isso lançou nossos planos de expansão territoral de volta à gaveta. Só nos resta construir mais mísseis”.

DR

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Visite a Low Budget Republic! – Parte 1

Fevereiro 11, 2008 · 2 Comentários

Geografia e descrição física

A Low Budget Republic conta com um quarto, escritório, banheiro, sala, cozinha, área de serviço, prisão e uma base militar, com um terreno predominantemente coberto de piso frio. Ao norte, onde localiza-se a base militar, é possível avistar a serra da Cantareira (a LBR dispõe de vários mísseis balísticos apontados para os conglomerados habitacionais de baixa renda aos pés da serra, em uma ação preventiva contra uma possível invasão das populações miseráveis do país vizinho), e ao nordeste, o Sesc Pompéia. Ao leste avista-se a fronteira com as colinas das Perdizes, e ao Oeste as torres habitadas do alto da Lapa.

Séculos de exploração eliminaram por completo a paisagem natural do país; porém, o atual governo vem realizando notável esforço para recuperar parte do biótopo nativo. Destaca-se a parceria com empresas taiwanesas para recuperar o principal rio da LBR, o Shakabuia.

Como Chegar

O modo mais fácil de chegar à LBR é através de duas linhas de ônibus que saem de São Paulo, cidade fronteiriça brasileira. Uma vez na cidade, vá até a avenida Paulista e pegue o ônibus Pompéia ou o Mercado da Lapa, até alcançar o posto fronteiriço da LBR.

Um visto de turismo pode ser facilmente conseguido previamente com as autoridades da República. Porém, o processo torna-se muito complicado se o visitante chegar ao posto fronteiriço de mãos vazias. Portanto, é recomendável ao visitante que planeje com antecedência sua visita à LBR e providencie a documentação necessária antes de chegar ao país. Vistos de trabalho são emitidos exclusivamente mediante negociação direta com as autoridades migratórias do país. Imigrantes ilegais são convidados a deixar o país imediatamente sob risco de serem expulsos à cuteladas.

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